quarta-feira, 19 de novembro de 2008

barulhinho bem bom: Give me love (Marisa Monte)


the final-paper-people... ainda há vida.



E nos divertimos na noite de sábado naquele buteco (com o pé na cova?) como se fosse 2006 de novo.


Bebendo litros de água e cantando Ramones e Raimundos a plenos pulmões.


Amei. Cada minuto.


Eu me demito no assunto 'abandono afetivo' depois da minha monografia... e ele bem que poderia dedicar a dele à Maria Bethânia pelas horas de devoção nem tão silenciosa assim...

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

... mas vai passar.
:(

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

There's always hope (?)

No meio de um turbilhão de coisas eu acabo escrevendo muito. Ou não escrevendo nada. Eu escrevo melhor quando estou triste... mas tenho preferido guardar as eventuais tristezas pra mim nos últimos tempos. Quando feliz, escrevo com simplicidade e lógica absurdamente clara...

Os últimos dias foram conturbados... final de semana no meio de amigas felizes, amigas tristes, novos casais cheios de potencial, festas estranhas, banda de música pop, amiga que volta... vontades, vontade de dançar, desencontros, ferroadas, uma segunda-feira triste, conversas, mel, briga curada, a impressão da minha mono, o sumário que me enlouquece... meu cachorro querendo sentar nos meus pés agora... meu sono, minha vontade de uma massagem... e de comer doce-de-leite com os dedos...


Então pra não correr o risco de dizer nada ou quem sabe falar demais, um texto que adoro e que hoje lembrei enquanto falava sobre a esperança com a Amanda:


"Pandora trouxe os vasos com os males e o abriu. Era o presente dos deuses aos homens, um presente de bela e sedutora aparência, denominado 'vaso da felicidade'. Então, dele saíram voando todos os males, seres vivos alados: a partir de então, vagueiam em torno de nós e causam danos ao homens dia e de noite.

Um único mal não tinha ainda escapado do vaso: então Pandora, seguindo a vontade de Zeus, fechou a tampa e ele ficou lá dentro.

O homem tem para sempre agora o vaso da felicidade em casa e pensa que maravilhoso tesouro tem dentro dele; está a seu serviço e o toma nas mãos quando tem vontade; pois não sabe que este vaso trazido por Pandora é o vaso dos males e toma o mal que ficou dentro como a maior das felicidades- é a esperança.

Zeus queria, com efeito, que o homem, mesmo torturado por outros males, não rejeitasse contudo a vida, mas continuasse a se deixar torturar sempre de novo.

Por isso dá ao homem a esperança: na verdade, ela é o pior dos males, pois prolonga os tormentos dos homens."


Nietzsche, lógico.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

o inferno são os outros*

Eu odeio gente grossa.

Confesso que ainda fico me perguntando qual o maldito problema das pessoas. Gente que distribui patada sem precisar, gente que trata mal por tratar, gente que fala o que não deve só pelo prazer de machucar. Gente que vive de fazer comentários espertos e de gosto duvidoso... e de achar isso inteligente e engraçado. Ou cutucam o tempo todo como se eu fosse estourar e entrar no jogo quando eu prefiro só abstrair. Eu não tenho paciência com a falta de cuidado no trato e sentimentos.
A minha resposta dificilmente vem na hora ou em caráter verbal. E isso não é ser idiota... eu acredito na elegância das ações. Ninguém despenca nível aqui.

Mas sabe o que é pior? Tu chuta uma pedra e acha um estúpido. They're everywhere.

Não há de ser nada....olha o que caiu na minha mão hoje:


"As únicas desgraças completas
são aquelas com as quais não aprendemos nada"

(W. Hocking)

* Sartre, o cara da existência e da essência.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

... do essencial que a gente esquece

- Quando não se sabe aonde se vai, corre-se o risco de chegar a um lugar qualquer. Ou pior: de não chegar a lugar nenhum. Escolha a sua direção.



- Suba num lugar bem alto. Num monumento, numa cobertura de hotel, numa montanha. Tudo fica tão diferente visto de cima.


- Evite justificar-se. Ou provar suas qualidades.


- Faça seus pensamentos libertarem você. Não o contrário.


- Dê prazer por prazer. Não por dever. E principalmente não para ser amado.


- Pare de fazer teatro: seja você mesmo. Aja como bem entender, em vez de adotar a conduta que pensa ser o que esperam de você.


-Dedique o seu tempo ao essencial. O que não é essencial é inútil.


- Resista a tentação de recomeçar uma história de amor que acabou mal.


- Respeite seus princípios.


- Permita-se reformular sem qualquer culpa tudo aquilo que não o faz feliz.


e é tão mais fácil do que parece... "não" e "não serve". ou "vem".


- Desconfie dos atalhos se estiver com pressa de ser feliz. É mais rápido ir devagar.


- Resista a vontade de demonstrar que tem razão. Deixe as pessoas de bem com seu amor-próprio. Escolha ser feliz, em vez de ter razão.


- Certifique-se de aprender a lição com cada tapa que a vida lhe der. De outro modo, a situação vai se repetir. Mais cedo ou mais tarde.


- Passe um bom tempo flanando em uma livraria.


... e, por vezes, atormentando de desgosto minha eventuais companhias. Por horas. E olha que meu pai fez a deliciosa proposta: pega um ônibus que eu te encontro na Feira do Livro de Porto Alegre... e a gente vê ela juntos :)
doações??? alguém??


- Não perca a opurtunidade de escorregar em um tobogã.


... nem de andar de balanço, subir numa árvore, correr na rua atrás uma bola, pular num pogoball... assim como tantas outras coisas que as pessoas "normais" não entendem.


- Não confunda o preço das coisas com o seu valor.


- Ouse.



Diretamente de toda a simplicidade de La Vie en Rose... enquanto não acho palavras pra falar de Ensaio sobre a cegueira... também para celebrar meu bom humor duradouro e pelas coisas boas por ai...

domingo, 2 de novembro de 2008

o tempo passa e nem tudo fica...

o melhor conselho já dado e
a presença constante há meses ao lado do monitor

Dói em mim ver quem eu gosto sofrendo. Eu pegaria metade da tristeza dela pra mim se fosse servir como alguma forma de alívio. Mas isso passa... passa pra todo mundo, pra ela também vai passar. Com o andar da carroça as melancias se encaixam :)


" Era todavía demasiado joven para saber que la memoria del corazón elimina los malos recuerdos y magnifica los buenos, y que gracias a ese artificio logramos sobrellevar el pasado."
Gabriel García Márquez
(El amor en los tiempos del cólera)

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

então ficamos minha alma e eu :)

Minha velha alma
Cria alma nova
Quer voar pela boca
Quer sair por aí...


Cantarolando Zeca Baleiro desde cedo... em uma música que bem que poderia ter sido tocada ontem e que me dá uma sensação de quietude boa... assim como tantas outras coisas.



E eu digo
Calma alma minha
Calminha!
Você tem muito
Que aprender...

;)


Em algum momento entre músicas que dizem muito pra todos nós, o pirulito gigante que a Thaila me deu e a boa companhia dos meus amigos, eles encontraram em mim a mesma leveza que eu já sentia e só assim é completa.

Como eu disse: eu saio de casa por noites assim. As vezes dou sorte...


E o meu humor continua sensacional, isso ninguém me tira \o/

domingo, 26 de outubro de 2008


- Oiii, eu trouxe uns balões pra ti... pra ver se melhora a tua dor de cabeça!


De fato, é bem fácil me fazer feliz. Eu vejo toda a graça do mundo nos pequenos atos de carinho.


sábado, 25 de outubro de 2008

a pedidos


Scanneado miseravelmente. Tu deu sorte que essa tirinha não foi agraciada pelas lindas ilustrações dos meus 6 anos de idade ;)

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

do verbo: enxergar

"... Passei a olhar os retratos do tempo com um misto de curiosidade e espanto. [...] As posições e os semblantes das pessoas na hora do clic são reveladores de seus sentimentos. Um olhar oblíquo congelado para a eternidade, a proximidade ou o distanciamento, uma simples mão no ombro, tudo isso pode significar maior ou menor afeto de um personagem para o outro. Numa foto de família, por exemplo, um bom intérprete de fisionomias é capaz de dizer quem é o filho favorito, qual é o estágio do relacionamento entre o casal, quem é amigo verdadeiro, quem está feliz com o momento e quem sorri apenas porque o fotógrafo mandou dizer xis. [...]
Alguém já escreveu que o retrato é um texto visual, que registra não apenas o momento, mas também a história passada e as ambições futuras dos retratados. Pode ser. Porém o que mais me impressiona é essa sua capacidade de escancarar sentimentos.
Faz sentido: o rosto de uma pessoa geralmente expressa coragem, sofrimento, medo, paixão, alegria e tristeza. O rosto é o espelho da alma. Um retrato, portanto, nada mais é do que uma alma capturada."


Texto de Nilson Souza, num pedacinho de Zero Hora velha que encontrei no meio de alguns papéis.


É por isso que eu gosto de fotografar pessoas. Acho um tédio fazer fotos de paisagens. Eu gosto de gente. Eu gosto dos olhos, eu gosto do jeito de sorrir por uma felicidade ou de tentar dissimular uma ausência... e perceber isso como um tipo de coragem dolorida que enche de tristeza. Eu gosto dos sorrisos cheios de dentes, gosto dos gritos que ficam pra sempre e dos sentimentos que eram e não são mais. Eu gosto da transparência... como uma das únicas formas de justiça ao que tu realmente é.

Uma foto sem um elemento humano perde metade do encanto pra mim. É uma delícia fotografar a grandeza de algumas coisas em pequenos momentos corriqueiros.

Não vejo a hora de chegar o verão e me perder nos cursos de fotografia que estou querendo fazer há tempos.

Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.