Enquanto leio sobre um homem de lata que perdeu o coração por amor, um "bobo" de palha que quer um cérebro, um leão que impressiona mas é o maior covarde já visto e uma menina que só quer voltar pra quem ela ama, fico pensando em como as vezes a gente entende coisa nenhuma na simplicidade.
Eu continuo vendo pessoas que eu gosto demais sofrendo pelos motivos errados. Pelas pessoas erradas. Sem entender coisa nenhuma. Pra mim, olhando de fora, é tudo óbvio demais. Pra quem vive também, mas é como se o todo fosse demais pra ser absorvido.
E então as pessoas amam odiando e odeiam amando. Se não amassem, não odiavam.
E tentam entender comportamentos, como se o reducionismo fosse ajudar. Como se fosse mudar algo.
É mais ou menos como um pintor que pinta um quadro, em que o todo é demais.
O que o olho do pintor absorve já não é a realidade, é o que ele vê. O que é pintado no quadro é ainda menos leal ao que foi verdadeiro, mas ele preenche o que falta com a experiência e no fim pouco capta da verdade.
Enquanto ainda tenta entender, eu me limito a escutar. É como se eu quisesse muito que ela também entendesse o verbo "merecer" e não só conjugasse ele. Mas isso não adianta falar. É como falar "isso é bom". Mas é bom pra quem?
No fim, olhando bem, lembro de um diálogo do filme Closer:
- I'm waiting for you.
- To do what?
- Leave me.