terça-feira, 5 de maio de 2009

Nota aos meus dois leitores


Estou com um blog de fotos, meu brinquedo novo...






Como escrevo aqui de vez em nunca, fica mais fácil me achar por lá...


beijo!

quinta-feira, 23 de abril de 2009


pela atualização do blog...


e hoje só querendo que o tempo passe pra sentir logo o cheiro que amo.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

com um chapéuzinho esquisito



Ok. Eu passei 20 minutos tentando não chorar. Tarefa cumprida com afinco, mas a soma dos fatos pousou longe do esperado e longe do meu descaso nos meses anteriores que assombrou todo mundo.


A minha formatura (intimista ao extremo) adquiriu o peso que deve ter exatamente no momento que caminhei teatro à dentro.


E como me disse parte da família: tu poderia se formar toda semana... só pela diversão.


quinta-feira, 16 de abril de 2009

Por ocasião do feriado e de todo o chocolate, lembro de Vinícius de Moraes que dizia que morreria feliz de ter vivido sem comer em vão.

As tradições de Páscoa tem sido alteradas ao longo do tempo nesta humilde residência. Mesmo que a gente não saia mais seguindo pegadas de coelhos pelos corredores escuros como fazíamos enquanto crianças dentro de pijamas na manhã feliz de domingo, ainda esperamos com uma certa ansiosidade ( que isso nunca mude).


O acordo era nada de chocolate. Meio óbvio constatar que ele foi extinto tão logo se criou, uma vez que ninguém amadureceu tanto assim nessa família. Acabei com uma quantidade assustadora de chocolate e um desejo curioso de ver até onde o meu fígado aguenta.


Guardei tudo por pura prudência... mas estou nutrindo idéias para uma certa maldade.



Enfim, aos que tem alguns limites e ainda vivem:
Feliz Páscoa (bem) atrasada.

quinta-feira, 9 de abril de 2009


Nós caminhávamos de mãos dadas, com solenidade,

O ar lúgubre, negros, negros...

Mas dentro em nós era tudo claro e luminoso.

Nem a alegria estava ali, fora de nós.

A alegria estava em nós.

Era dentro de nós que estava a alegria,

- A profunda, silenciosa alegria...



(Manuel Bandeira)



Pelo aniversário de namoro e pela delícia de poder sentir as coisas mais simples...

quinta-feira, 2 de abril de 2009

da série: quando eu crescer

Eu poderia falar que foram os dias de descanso, ou a praia sempre deserta, o banho de mar gelado no início da noite, as horas de leitura escutando o barulho das ondas quebrando alí do lado, a pulseira que garantia open-bar inquestionável...


mas dos dias em Angra no final de semana passado, o melhor mesmo foi aquela velhinha francesa.



Lá nos seus 70 anos, toda faceira, longe de senil, fazendo topless cheia de orgulho do que já foi e brincando no mar como uma criança. Um brilho impagável.

:)

... e pensar que alguns nunca crescem o suficiente pra isso.


terça-feira, 31 de março de 2009

Overrated?

Talvez a culpa seja minha por ter criado a tarefa ingrata ao espremer ele entre dois volumes maravilhosos de "O tempo e o vento"... mas a verdade é que não achei o "Crepúsculo*" tudo isso que dizem por aí.


Eu sentia meio que uma obrigação moral de ler... ao menos pra acompanhar a paixãozinha dos meus alunos adolescentes e parar de perguntar "who the hell is Edward Cullen??". A minha irremediável curiosidade fez o resto.


Ele não chegou a me irritar como o Augusto Cury faz, pelo contrário... mas acho a obviedade dos best-sellers um pouco desconcertante. Fora isso, foi uma boa companhia em horas de ônibus e espera em aeroportos no último final de semana... A história é interessante (fundada em um certo absurdo e é onde está toda a graça) e te mantém andando... mas é a linguagem que me incomoda.


Nisso tudo eu vejo duas vantagens: a fórmula mocinha-indefesa -procura-proteção ainda funciona na minha alminha romântica a ponto de eu querer dar uma olhada nos livros posteriores.... e eu posso finalmente ver o filme.


* Stephanie Meyer

segunda-feira, 2 de março de 2009

sábado à noite e um hangar





O dia da tal gravação do DVD não chegava nunca. Quando ele era só meu amigo eu já ouvia falar disso. Depois ele virou meu namorado e ultimamente eu estava me desdobrando na função e tentando dar ainda mais apoio que o normal entre ensaios de 7 horas e menos tempo.


Então a gravação era sábado e eles pararam de ensaiar ainda na quarta pra "descansar". Fato é que perdi o namorado ainda na sexta de manhã pra uma correria louca e, aparentemente, impensada. Uma horinha de clemencia pra jantar e um resgate às 2hs da manhã pra pelo menos uma noite de sono tranquilo. No sábado não foi diferente... mas meu papel foi tentar facilitar as coisas e acompanhar ele na gravação com 3 horas de atraso.


Um menino ainda de Havainnas me esperando na calçada, a trinca cômica amassadinha no banco traseiro do carro de 2 roadies tagarelas e um vocalista à beira de um surto. Need for speed. O novo horário batendo, o Beat Barea com o bailinho farofão no caminhão da técnica (Motley Crue rules) e uma graça ver eles tão nervosos... Baterista em dia de gravação com o celular desligado. Baterista 3 horas atrasado. Baterista de trancinhas 0_o


Eu entendi as 7 horas de ensaio 3 vezes por semana quando vi eles tocando. Uma luz maravilhosa e a oportunidade de brincar com a máquina fotográfica nova. Um fotógrafo oficial me acusando de pirataria e eu andando nos melhores lugares enquanto a equipe de filmagem me ajudava.


Eu bem tenho problemas com quem sofre de síndrome da pequena autoridade. Eu bem que tentei deixar tudo tranquilo quando a polícia chegou a 3 músicas do final. Eu dei a idéia e disse que não ia dar nada.... mas sempre as pessoas mais legais que iriam ter problemas e a concessão do dono do hangar ia pro inferno. Nada justo. Foi um corta clima de gente que não pode mandar quase nunca... e quando pode, manda mal. Acho que de longe o que mais me irrita é a arrogância da 'autoridade'. Problema sem contorno.


Organizar um hangar não é fácil... mas a nossa parte foi sentar no chão às 5hs numa noite morna e esperar acabar. Sem culpa nenhuma. Felizes pelo resultado e, no meu caso, cheia de orgulho de todo mundo. Sentindo tudo e muito por ele... cada vez mais. Como em todos os dias.



quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

"cada qual com o seu Carnaval"




Uma vez eu abominava Carnaval. Hoje cresci um pouquinho e já não me incomoda. Cheguei a pular carnaval uma vez só, com 16 anos e por 5 noites. Era a mesma época que eu me prestava a ir pro Planeta Atlântida como se aquele lugar que fede a xixi de algum bicho bizarro fosse o lugar mais legal do mundo pra estar. São ritos de passagem. Os destinados à adolescencia são por vezes divertidos... mas alguns fazem pouco sentido depois de alguns anos.


Mas tem aqueles que amam Carnaval a vida inteira... coisas que vão além da minha compreensão e adotei a postura 'let it be'. Hoje eu já não assisto TV e as transmissões intermináveis de 24hs em todos os canais não me incomodam mais. Então viagens são opções viáveis se for pra sumir no meio do mato já que todo o efeito 'seremos felizes pra sempre pulando ao som de axé' é potencializado na mesma proporção que o cheiro de mar se aproxima. Me jogaria feliz numa roda de samba, mas me encho de bolinha se tiver que me submeter a pagode e aquela sensação de sabonete molhado daquela gente suada passando por mim. Sem falar que qualquer caminhada até o mercado vira um inferno ao compartilhar do mesmo espaço com aquela gente do porta-malas aberto e todo seu bom gosto musical.


A minha alternativa viável foi de escolha fácil depois de dar uma passada rápida na frente de alguns bares. Nos divertimos muito no sábado num lugar que gostamos de ir e com músicas que gostamos de ouvir no que deve ter sido intitulado, novamente, de Carnarock ou algo que o valha. Fomos, foi divertido, pulamos com anões felizes ao som de Uni duni tê até nos dar conta que somos altos e desengonçados demais pra isso e, invariavelmente, chegou um momento que a briga por um pouco de ar deixou de fazer sentido e idéias melhores surgiram fácil fácil.


Um pouco (ou muita) calma no feriadão foi mais do que providencial já que a minha loucura de aulas e a loucura de shows dele começa toda semana que vem. Um quase ânimo pra sair de novo na terça, mas nos perdemos na peregrinação por um xis numa cidade em que só a área gastronômica pareceu parar nos últimos dias. Lógico. Gringo além de só trabalhar, não come.


Mas eu bem que posso discutir felicidade com vocês.


Feliz ano novo pra vocês, crianças... parece que agora o negócio começa mesmo \o/

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Deu problema na Kombi





A ausência de agústia e sofrimento nesse coraçãozinho acabou com a minha criatividade.
0_o
... ou com a minha capacidade de fazer drama por pouca merda.





Logo, sigo pelo simples:



Parabéns pro Gu pela formatura.
O menino é um dos meus referenciais de homens que prestam (e olha que eu conto dois, apenas)... e ele que desmonta ME agradecendo por estar lá. A presença dele faz tão bem que eu escuto Balão Mágico e lembro dele há anos.


Aproveitei a festa como deu, já que eu estava só pelo meu domingo de manhã. Algumas boas surpresas, um monte de mais do mesmo e os habituais pavões. A super mini (D)iva junkie ocupou muito bem o lugar da razão do meu afeto que estava tocando na puta que pariu em Santa Catarina. Cheers. No mais, meu nariz franze quando eu bebo cerveja. A cara de nojinho é inevitável.


*Dica da série 'impressiona, mas não vale a pena": Peep-toe dourado salto agulha .


... até quem tem mais idade mas tem felicidade no seu coração

.Superfantasticamente.


sábado, 7 de fevereiro de 2009

Saudade


Porque dois dias podem parecer uma vida inteira...



E eu nem tô fazendo fiasco. humpf




Num turbilhão de trocentas mensagens, ligações... e uma camiseta com cheiro bom.

por uma quinta-feira de verão



ouvindo: A small victory (Faith no More)


Da série "coisas-muito-boas-que-só-acontecem-quando-o-Fher-tá-no-Brasil": ouvir Valerie no Mississippi. Lembrei da Cíntia (porque é a outra pessoa que conheço que sabe a letra), mas naquelas horas ela deveria estar Bob Shuteando em Porto Alegre. Cantei sozinha no meu mundinho feliz enquanto dava safanões e ponta-pés num gordo bêbado sem noção que ficava me dando beijos no ombro e o Caldo assumia uma expressão assassina no palco.


Lembrei do Jon e da Laine também... porque é o tipo de noite que eles adorariam, mas o Jon tava acabado demais pós uma semana de trabalho no inferno de São Leopoldo (ô tempo de Unisinos que eu não sinto falta!).




De brinde às companhias agradáveis da noite, ganhei a pequena Cris... que anda se perdendo aqui por Caxias ultimamente. Há anos minha aquisição preciosa de época que não gosto de lembrar e que ela vive de novo e de novo... Ela reclama da fase de escolhas erradas e do coração agoniado o tempo inteiro... "Mas passa", eu respondo... e como passa :)


terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Alguém pra chamar de meu...



Por onde ando me perdendo... e me encontrando



Aos que perguntam por onde eu ando, a resposta é simples: em toda a sorte de um amor tranquilo...

sábado, 17 de janeiro de 2009

Um tanto quanto óbvio...





Laços falam com convicção.

Video roubado miseravelmente do orkut da Pati.

just live and let live

o que me embala (muito): Chelsea Dagger (The Fratellis)


Há um turbilhão de relacionamentos em conflito ao meu redor. Em alguns sou parte envolvida. Em outros, assisto de longe. A complexidade de alguns sentimentos não cabe a mim julgar... ofereço alívio quando posso, sou a causa quando não posso evitar. Não fico alheia e não me abstenho por comodidade, mesmo sabendo que seria o caminho mais fácil. Faço o que posso, mas nem sempre é o melhor que poderia ser feito. Sinto demais e me frustro ao não receber de volta o mesmo respeito que sempre ofereci. Entendo mágoas e respeito o tempo na certeza de que tudo se resolve da melhor forma.
Algumas coisas me doem demais e mais do que nunca o Cazuza bate tranquilo na minha porta dizendo que tem o certo, tem o errado... e tem todo o resto.


Apesar de tudo isso, as coisas andam bastante calmas por aqui... não tenho precisado de muito mais, embora tenha recebido. Aceito com a surpresa de quem está acostumada a ver essas coisas acontecerem só com os outros.


Quando vejo ele no meu portão com meu chocolate preferido, um litro de H2O de maçã e com aquele sorriso de criança, concordamos na nossa verdade: a gente tem sorte na vida.


Escolho o que me faz sorrir... como num domingo de sol.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009





Eu odeio fungar no cinema.



Cheguei em casa e amassei a Holly, meu beagle sem noção, por 15 minutos antes de devolver ela pra cama.



ps: sim, estar de férias até março é muito bom :)

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Make a wish

A vida inteira eu esperei demais das coisas e foi com uma certa surpresa que recebi essa virada de ano. Enquanto eu tentava em vão dar nome àquela coisa boa que sentia e ainda dura, as pessoas que eu mais amo vinham e me abraçavam desejando saúde, amor, felicidade e dinheiro, eu respondia leve e com sinceridade, mas de forma curta o que eu poderia falar por horas. Na cabeça uma música bem diferente da que tinha no ano anterior e que fala sobre velhas almas que criam almas novas e saem por ai... Então tudo tem sido fácil e de uma leveza que ainda estranho.


Desejo pra todo mundo um pouco do que desejo pra mim.
Desejo a felicidade das coisas simples.
Brincadeiras e coisas sérias. Momentos tranquilos na companhia dos que te querem bem. A consciência do abismo de diferença entre ter maldade e ser maldoso. O discernimento de não colocar a própria felicidade em algo impossível. Desejo que o telefone toque com as vozes que mais gosta de ouvir. Que nunca sinta aquela fome de carinho ou angústia quando pensa em quem ama. Uma vez por ano sentir metade que seja do que sentiu no momento mais feliz que tem lembrança. A sorte e a percepção da sutileza de noitas loucas pra chamar de mágicas. Música que te embale, que lembre e que faça esquecer. Calma pra aceitar o que não pode ser mudado. Um pouco de egoísmo ao invés de só altruísmo e vice-versa. Aceitar que pessoas não mudam. Ou mudam, mas tenha perto só as que valem a pena. Desejo estradas desertas e mochila nas costas. Um peito confiável pra repousar a cabeça num sono em paz. Desejo lugares novos, mas que sempre saiba a onde pertence. Serenidade pra saber sempre o que importa e não deixar doer por irrelevâncias. Que dores e pessoas sejam enterradas, mas sempre lembradas sem mágoas. Que as pessoas que tu dá valor sejam realmente as de maior valor. Desejo que nunca deixe de ver toda a graça nas pequenas coisas e que dependa só de si mesmo pra se fazer feliz. Suavidade e intensidade.

... a plenitude da tranquilidade.


Estamos indo muito bem, obrigada :)

sábado, 27 de dezembro de 2008

Foi justa
















...









e foi mágica.




Pelos shows, pelos amigos... pelo amanhecer, pelo extintor de incêndio, até pelo Joe Cocker.... Uma despedida que eu não alcançaria com palavras, por mais que tentasse.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

and so this is christmas. again.

ouvindo: Blue Moon (Elvis Presley)

Eu adoro Natal. Metade de novembro já estou toda feliz sentindo que ele esta chegando... o fato de não ter crescido tem suas vantagens: Natal não perde o encanto pra mim.


Algumas coisas nunca mudam, desde que me entendo por gente: os sons, os cheiros... a confusão, a troca dos presentes que ficam embaixo da árvore, a confusão dos pacotes...


As vezes família gigante, as vezes amigos queridos (esse ano com a Thai e todas aquelas coisas boas que carrega com ela)...


Foi tudo muito tranquilo e muito bom numa noite que acabou com o sol nascendo nada tímido na janela do Vagão. Só coisas leves. Dizem que a leveza estava em mim, mas eu não acredito. Foi divertido, foram as boas músicas, foram as boas companhias, a cumplicidade, foi (a falta de) jeito de dançar e nada de preocupação com isso, o pé sujo no fim da noite e a cabeça tranquila de quase todo mundo. Fico feliz por sempre ter pedido demais. E por sempre ter me dado inteira nas situações que mais importavam.


De uma maneira geral, posso dizer que adoro a minha transparência, pois é como dizem: só precisa saber me olhar pra saber como estão as coisas.



No final de tudo, sentada na cama, abro mais uma vez o livro que veio parar em mim com citação já demarcada pelo Jon e a Laine, e leio o trecho abaixo de um post-it mais uma vez:


- Não há nada mais sublime que o juízo perfeito, a lucidez das idéias.
- Mas o mundo dos sãos é um mundo triste- sorriu Luzia- O mundo dos loucos, esse sim, deve ser maravilhoso e sempre cheio de coisas novas e fantásticas.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Trocando o amargo pelo mel e as cinzas pelas rosas

ouvindo: Tu vens (Alceu Valença)


Tomei um banho gelado e senti minha pele fria depois de tantos dias. A correria pro Natal se repete todos os anos e apesar do calor, me divirto na rua comprando os presentes que vou largando embaixo da árvore de Natal. As noites são mais tranquilas e tenho dormido com a janela aberta pra sentir o vento e o cheiro que vem das árvores do parque. As noites de céu limpo na janela enorme ao lado esquerdo da cama tem me feito bem.


Eu já não acho a minha tranquilidade em ninguém além de mim mesma, assim como não acredito mais em ninguém a ponto de confiar a minha tranquilidade.
Achei que o ócio das férias recém iniciadas funcionaria como um diabinho da discórdia, mas todo esse tempo livre e a ausência de culpa pelo meu descanço é exatamente o que eu precisava pra repensar várias coisas, inclusive a relação com o que eu sou.


Prometi o ano inteiro que ia começar a ler aquele volume único de 900 páginas de The Mists of Avalon e realmente comecei... numa alegria simples por ser tão fácil, por não sentir o peso da "próxima coisa a ser feita". Resolvi ler o Tempo e o Vento mais uma vez, depois de 10 anos. Assim, tenho passado horas lendo e mantendo minha cabeça ocupada.


Tento me desculpar pelos descuidos ao longo do ano e por ter negligenciado algumas relações, passo muito tempo com a minha mãe, conversando ou jogando conversa fora, como se eu conseguisse recuperar todas as horas que me afastei porque precisava. Tenho saudades do meu pai até ele chegar toda sexta-feira a noite e entrar no meu quarto dizendo "oi, minha macaca". Nunca deixei de dar valor pra minha família, assim como eu já morei em outro país e voltei por causa dos meus pais... e tanta gente que me olha torto por isso, como se a idiota fosse eu por valorizar o que eles desconhecem.
Passando o stress de final de ano de toda mãe (porque elas surtam, Deus??), o plano é deitar no sofá e assistir Sessão da Tarde com ela.


No restante do tempo, em alguns dias quase o tempo todo, tenho a companhia de várias pessoas que não me dão folga no telefone, os que passam aqui pra me dar um beijo, os que me tiram de casa, os que me encontram na rua... mas dou pouco ou nenhum tempo pra net ultimamente.


Em uma desses poucos momentos online, no domingo, pula uma janelinha do msn com alguém que me devia um pirulito há 3 meses. Eu tenho um respeito todo especial por pessoas que mantém promessas.. mais ainda quando elas envolvem pirulitos de maçã verde.


A conversa evoluiu pra um café e, por fim, uma janta numa chácara com gente diferente e de coração tranquilo, com sorriso largo e sincero. E eu acabo a noite com ele parando o carro numa estrada deserta e me ensinando a identificar estrelas no céu da noite quente. Algumas pessoas só fazem bem.


Essa é a paz dos dias que eu quero pra mim.